Sejam bem -vindos!

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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Friends Will Be Friends


Parabéns, crescemos!!
Pronto, saímos da adolescência, agora somos adultos. E com essa sonhada liberdade e independência, vem as regras, os limites e as responsabilidades. Estamos cientes que a decisão foi a mais acertada,porém não será fácil, pois percalços poderão surgir, mas estar preparado para tal, faz parte de tudo isso.
Planejamento, organização compartilhada e antecipação de eventualidades, farão parte de todo o caminho, que nasceu e permanece com uma ótima convivência e alegria, que são os pilares e razão de ser do grupo. Abaixo está o documento que regerá nossos encontros da amizade, onde temos o futebol como álibi, pretexto ou paixão. Onde poderemos expor nosso desejo de ser fiel, permanecendo, participando ativamente e principalmente companheiro, passando a bola .

Documento organizado por: Fábio Tomaz Alves
1) criamos algumas regras para nosso grupo e algo que chamamos de PROPOSTA DE FIDELIDADE. (abaixo e em anexo, segue a proposta aprovada em nossa reunião do dia 04/09/2010)
FUNCIONAMENTO DO GRUPO PASSA BOLA COMPANHEIROS...
REUNIÃO DO DIA 04 DE SETEMBRO DE 2010
Presentes: Bira, Fábio Carioca, Fábio Alves, Sandro (novo integrante do grupo), Felipe, Marcelo Pereira, Luis Waldir, Ricardo do Carmo (Baiano), Jaison, João, Marcos (Dick), Humberto, Jackson (Dakão), Mauri, Wladson, Marcos (Goleiro), Osair, Júlio.


PROPOSTA DE FIDELIDADE...
I–DA PARTICIPAÇÃO E ENCONTROS
1- Reservaremos um horário mensal em uma das Associações da cidade (no momento será na Elase das 9h30min-10h30min, a partir do dia 11/109/2010) para jogarmos todos os sábados..
2- Será cobrada, a partir do mês de setembro, uma taxa mensal de R$ 20,00 (vinte reais) de todos os que se mantiverem no grupo, independente da participação ou não nos jogos.
2,1- esse valor, a ser utilizado no pagamento do campo para os jogos, será depositado até o dia 03 de cada mês (neste mês o pagamento em conta poderá ser feito até o dia 15/09/2010 enviar email comunicando o depósitopara que haja conferência) na conta (enviarei o número da conta na próxima semana) e/ou pago no primeiro jogo do mês (neste mês, quem ainda não pode fazer o pagamento, deverá fazê-lo no próximo jogo, dia 11/09/2010 ao Lidinei; um possível saldo positivo em caixa será utilizado na compra de possíveis materiais esportivos para o time (bolas, camisetas) ou será utilizado para subsidiar parte da nossa tradicional festa de fim de ano.
2.2 – quem deixar de fazer o pagamento da mensalidade será excluído do grupo
2.3- Jackson se responsabilizará em cobrar dos esquecidos.
2.4- Possíveis convidados deverão pagar a taxa de R$ 5,00 (cinco reais) e esse dinheiro será utilizado na compra de possíveis materiais esportivos para o time (bolas, camisetas) ou será utilizado para subsidiar parte da nossa tradicional festa de fim de ano.
- Do cadastro e Confirmação de participação
3- o informe dos jogos agendados e a confirmação dos mesmos se dará única e exclusivamente via site peladeiros (www.peladeiros.com.br) (http://www.peladeiro.com.br/grupo/grupo.php?idGrupo=17911).
3.1- todos deverão fazer seu cadastro no site.
3.2- no ato do agendamento de cada jogo será informado o número mínimo de participantes para confirmação da partida (dependendo do tamanho do campo);
3.3- a confirmação de participação nos jogos deverá ser feita, semanalmente até as 20h da quinta-feira que antecede o jogo no site do peladeiros; o sistema gerará a confirmação do jogo, quando forem confirmados o número mínimo de atletas previstos para o jogo;
3.4 - quem não conseguir acessar a net no período reservado para confirmação deverá fazê-lo através do telefone, junto a algum amigo que possa confirmar na internet dentro do prazo estabelecido;
3.5- na data limite da confirmação do jogo, Fábio ou Luis irão imprimir a página com a lista dos confirmados.
3.6- Caso o número mínimo de confirmados para uma partida não seja alcançado na data prevista, quem tiver um convidado deverá comunicar-se com Fábio ou Luis por telefone para saber sobre a possibilidade de inclusão do mesmo na lista dos jogadores confirmados.
3.7- Na organização dos times serão respeitados os atletas ali inscritos na ordem numérica de confirmação; os demais só poderão jogar se sobrar vaga e depois que todos os confirmados (incluindo convidados) já tenham sido devidamente distribuídos nas equipes formadas;
II - Organização da Confraternização Pós-Jogo
4- os integrantes do grupo peladeiros se revezarão (será feito uma escala que passará a funcionar a partir do mês de outubro de 2010, tendo sempre um responsável mês) na organização dos mesmos (agendamento da churrasqueira ou cozinha, compra dos ingredientes para o almoço (churrasco/comida/bebida/local/churrasqueiro-cozinheiro).
4.1- Caso o responsável por essa organização não possa cumprir com suas responsabilidades num dos meses previsto na escala, o mesmo deverá trocar com outra pessoa.
Observação: o Número Máximo de confirmações numa partida foi derrubado na referida reunião, ficando entendido, entretanto, que os que fizerem a confirmação no site poderão jogar, em sistema de rodízio, em forma de colaboração (ou seja, sem reclamações); já os que não confirmarem no site só poderão jogar se houver falta de pessoal.

Música,música e música.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Dialética das relações

 "Os conflitos de idéias devem ser considerados elementos naturais na dialética das relações interpessoais do ser humano."
 
Para Durkheim o indivíduo, de maneira isolada, não pode ser considerado ideal para o estudo da Sociologia,  elemento inadequado para o estudo e a compreensão apropriada do conceito de “fato social”. O que interessa à vertente durkheimiana é o enfoque do indivíduo inserido em uma realidade social objetiva que, encontrando-se acima dele, caracteriza-se por ser grupal e, coletivo.
     Durkheim foi um dos pioneiros na análise dos fatores coercitivos que levam o indivíduo, a se moldar segundo os parâmetros historicamente impostos pelo grupo social, no qual encontra-se circunstancialmente inserido. Esta estruturação do indivíduo nos padrões preestabelecidos e exteriores ao próprio, perpassa pelo psicológico, pelo moral, pelos hábitos, costumes, comportamento, e por toda a sua cultura. Processo esse, inconsciente, e determinante no sentido de conferir um maior ou menor engajamento social do indivíduo nos processos coletivos que permeiam as atividades sociais. Ele se preocupa em analisar a maneira pela qual o meio social, através de aparelhos de coerção e da própria instituição educativa, contribui para regular, controlar e moldar permanentemente o comportamento individual, tornando os processos coletivos aparentemente harmônicos e estáveis.
       Para o autor, a conversão do indivíduo acontece desde cedo, importando para a garantia da coexistência pacífica entre os indivíduos que, por sua vez, tornará possível uma convivência coletiva estável e pacífica. Em seu livro “As Regras do Método Sociológico”, o autor afirmar que quando nascemos, crenças e práticas religiosas já se encontravam prontas. Independe de nós, porque existe antes de nós.                                                                                                                                 
      Segundo Durkheim, os processos coletivos, em termos de análise acadêmica, possuem uma incontestável primazia sobre os indivíduos obrigado-os a transitar desde o nascimento, em torno de algo naturalmente imposto que regule e molde permanentemente suas vontades individuais ou o seu egoísmo/individualismo, permitindo uma convivência, mesmo que conflituosa, do homem em sociedade.
     Sendo assim, o indivíduo, resume-se psicologicamente em controle de impulsos. Salientando que a análise durkheimiana é coletiva, e não individual. Para ele, qualquer conflito deve ser superado.
     Sobre a teoria da socialização ou entrada do indivíduo na sociedade, segundo o autor, esta consiste, num esforço de impor às crianças regras e maneiras de ver, sentir e agir às quais elas sozinhas, não chegariam espontaneamente. As crianças são treinadas a beber comer e dormir em horários regulares; formar hábitos higiênicos, ser calmas e obedientes; também são obrigadas a pensar e respeitar os outros; posteriormente, são forçadas a trabalhar.
     Faz parte da educação, formar o ser social como este se constitui através da história. Consciente de que, a pressão sofrida pela criança é a pressão do meio social tendendo moldá-la à sua imagem e semelhança.
     Para Durkheim, o indivíduo ingressa na sociedade quando, dentro dela nasce. Desde o nascimento, já começa a ser moldado pelas instituições que compõem a sociedade: primeiro, com influência da própria família, depois, do bairro, município, e da  escola, etc.
      Daí pra frente, o indivíduo assimila (ou não), em questão de hábitos e atitudes, toda forma de lei não escrita de convivência de seu grupo. Geralmente, o indivíduo procura agregar as regras do grupo ao seu sistema individual de valores, procurando agir em conformidade com o grupo, pois sabe que estará fora dele, se assim não proceder. De acordo com os processos coletivos sociais, quando isso não ocorre, o indivíduo se marginaliza em relação aos processos sociais coletivos.  Fato este, considerado por Durkheim, como um suicídio social, que leva o indivíduo ao suicídio de fato. O autor não confere o enfoque puramente psicológico ao fato de alguém se suicidar, pois, como sua análise dos fatos é sociológica, ele busca uma fundamentação social e coletiva para as manifestações suicidas individuais: o suicida, por algum motivo dentro de seu grupo, se mata por se encontrar às margens da sociedade, por não ter encontrado identificação no seio grupal, encontrando-se solitário e isolado.
     O fato social encontra-se intrinsecamente relacionado aos processos culturais, hábitos e costumes coletivos de um determinado grupo de indivíduos ou sociedade, que, além de conferir unidade e identidade ao grupo social, serve de controle e parâmetros às atividades individuais que, em princípio, não causam desarmonia no corpo social, ou na convivência oriunda das relações individuais.
     O pensar, sentir e agir de forma grupal são elementos que irão permear a ideologia do pertencer histórico grupal, independente de existência ou não de conflitos. Daí verificar que numa mesma sociedade, a existência de grupos diversificados, complexos, com ideologias diversas, convivem dentro da mesma cultura . O que reforça a existência dos conflitos de idéias contrárias que por sua vez estimula o sucesso da ideologia dominante e mascara uma falsa harmonia na realidade social. E, quando estes não funcionem, a coerção policial se faz presente.
     Assim, a ideologia dominante, passa a ser vista como um conjunto de formas cristalizadas de pensa, sentir e agir das elites hegemônicas, em nível simbólico, numa espécie de sedação para sanar a dor da necessária repressão dos desejos individuais. Assim, a ideologia do grupo, passa a ser vista como amortecedor para os desejos individuais, procurando conciliá-los, sempre que possível , aos interesses da coletividade que, estando acima dos interesses individuais ou oligárquicos, com  capacidade de promover o bem comum.

     Concluímos que, na visão durkheimiana, o acontecimento de um fato social é um fenômeno coletivo, requer aceitação da maioria, não devendo ser confundido com o consenso geral, pois, em sociedades mais complexas,  os conflitos de idéias devem ser considerados elementos naturais na dialética das relações interpessoais do ser humano, e estas relações,  permeiam nossa vida social, coletiva e cotidiana.

Resumo de As REGRAS DO MÉTODO SOCIOLÓGICO

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Para não esquecer!!

Para os amantes do esporte e de tênis, registro nesse espaço democrático,o maior tenista do Brasil em todos os tempos:
Guga Kuerten

clique no nome e reveja os 5 jogões da carreira 



Guga x Andre Agassi - Final da Masters Cup 2000
Resultado:
 triplo 6/4 - Guga vencedor
Guga chegou a Lisboa precisando vencer todas as partidas até a semifinal para se tornar o número 1 do mundo. Mas, com uma lesão, perdeu logo na estreia para Agassi. Buscando recuperação, venceu Magnus Norman e Yevgeny Kafelnikov e passou à semi, onde encontrou Pete Sampras.
Em uma exibição memorável, Guga venceu Sampras de virada e reencontrou Agassi na final do torneio. Uma vitória por 3 a 0 garantiu ao brasileiro o topo do ranking mundial. Para o catarinense, o maior jogo da carreira.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Desesperar, jamais!

          Aperfeiçoar se é mais que necessidade, é a busca, uma ânsia que sufoca, esmerar se por uma prática mais eficaz, é satisfação, crescimento. Realizar algo com mínimo esforço com maior eficiência, se tratando de futebol, traz à plasticidade, a desenvoltura, a beleza, o jogo bonito, porém sempre com intuito de realizar o que a regra diz que quem ganha é o que faz mais gols.

O passe é um dos mais importantes, senão, o principal fundamento da prática desse esporte que tanto adoramos, mas saindo um pouco da técnica (elucidada abaixo), o passe é um ato de solidariedade, de doação, de puro companheirismo. Nesse ato de passar a bola é quase divino, pois saber que na concretude do gol , saberás que o seu passe o conduziu a tal feito, então praticar,repetir o passe é o mais belo instinto altruísta.

Portanto, Passa Bola Companheiro!!!

Passes

O futebol é um esporte de equipe. Jogar em equipe requer que cada jogador seja capaz de passar a bola corretamente. Através dos passes, uma equipe pode rapidamente contra-atacar a partir da defesa, mantendo a posse no meio de campo, e criar oportunidades para marcar um gol. A chave para o bom passe, uma vez que a técnica é aperfeiçoada, é a repetição.

 Prontidão do atleta

O jogador iniciante tende a jogar com a cabeça baixa, olhando para a bola, e por isso raramente é capaz de olhar para um colega de equipe antes de fazer o passe. O jogador normalmente usa o dedo ou tenta de forma desajeitada passar com a lateral do pé. Um jogador neste nível pode chutar com sucesso na correta direção geral, mas raramente para um colega de equipe.

O jogador intermediário é capaz de localizar e fazer contato visual com o receptor pretendido antes de passar. O jogador usa a lateral interna do pé para passes curtos e o peito do pé para passes mais longos. Um jogador neste nível ainda acha difícil realizar alguns passes, isto é, pela lateral externa do pé, cortados, e passes em um toque. Além disso, o jogador é deliberado e previsível quando faz passes em um jogo e não vai fintar ou dar passes falsos.
  
  1. Faça contato visual com o receptor pretendido. Este é o começo de um passe de sucesso.
  2. Explique a técnica antes com uma bola imaginária antes de corrigir a ação.
  3. Peça aos jogadores para dobrar os joelhos quando forem passar.
  4. Coloque o pé do jogador em contato com a bola, assim ele saberá qual parte do pé que deve tocar a bola.
Dicas de treinamento
  • Sempre comece ensinando a passar com a lateral do pé antes.
  • Deixe o receptor por perto, e conforme os passes forem melhorando, mova-o para mais longe.
  • A parte interna do pé pode ser usada para passes curtos. A bola é golpeada com força com o pé seguindo a direção do receptor pretendido. 
Notícias:
OHANNESBURGO, 11 Jul 2010 (AFP) -É oficial: a Espanha conquistou o título de melhor time do planeta, ganhando a Copa do Mundo pela primeira vez em sua história, graças a uma geração de gala, que desenvolveu uma arte, o "toque", num jogo tão contundente quanto estético.
O postulado é simples: para marcar um gol, é melhor dominar a bola. E a base para isto são toques rápidos e curtos, com muita habilidade técnica.
"Em vez da potência física, decidimos que os jogadores ficariam com a bola", explicou o ex-técnico da Fúria Luis Aragones.
  

Desesperar Jamais

Ivan Lins

Composição: Ivan Lins / Vitor Martins
Desesperar jamais
Aprendemos muito nesses anos
Afinal de contas não tem cabimento
Entregar o jogo no primeiro tempo
Nada de correr da raia
Nada de morrer na praia
Nada! Nada! Nada de esquecer
No balanço de perdas e danos
Já tivemos muitos desenganos
Já tivemos muito que chorar
Mas agora, acho que chegou a hora
De fazer Valer o dito popular
Desesperar jamais
Cutucou por baixo, o de cima cai
Desesperar jamais
Cutucou com jeito, não levanta mais.


Dica de leitura:
Autor: KFOURI, JUCA
 Editora: Papagaio 
Número de páginas: 32 
Ano da Publicação:2005




Características:




Os irmãos gêmeos são tudo de bom. Amigos, companheiros, sempre juntos para o que der e vier. Só existe uma situação entre eles em que o tempo fecha: quando a bola rola. Um gosta do passe, o outro gosta do gol. Até que um dia, naquela cidade de nome bem diferente, são convocados para jogar na seleção da escola. Vão disputar um campeonato. Os dois no mesmo time. Será que vai dar encrenca?

sábado, 7 de agosto de 2010

O primeiro gol

Era um sábado de manhã, 11:30 de um sábado de inverno, não frio de rachar, nem quente de torrar. Era um dia com clima especial, o mesmo clima que se deve ter para bebericar uma champagne francesa ou jogar bola. Os digníssimos camaradas resolveram jogar bola. Reuniram no Centro Desportivo Paula Ramos 14 bravos peladeiros que honravam escudos de seus times, no misto de fantasia e de realidade. E os dois escretes definiram seus posicionamentos:
- Ele vai pro gol, o Lidnei é bom na lateral, o Mauri é bom em roubar bolas, o Mateus não volta, deixa no ataque, o Fábio não sobe, e se sobe não volta, e o Luis faz bem a transição meio de campo, o box-to-box.
- Hein, que merda é essa de box-to-box, é aquela coisa que tua mulher fez pra ficar esticada?
- Não fala merda, vamos escolher aqui. O guri colorado é bom, vai jogar na lateral esquerda, o Lenoir fica na zaga.
Depois das habituais brincadeiras e mudanças de esquemas táticos do futebol de 11 adaptados ao futebol de 6, começa, no meio da desorganização, a partida. Uma partida de futebol envolve elementos culturais acima da civilização burguesa, como as faltas que são cedidas sem stress, os laterais que valem mais do que uma bola na mão, e os gols que são fabricados à escala industrial. O placar estava 2 a 0 em meros 10 minutos de jogo quando paramos no tempo para explicar a jogada do primeiro gol do Fábio:
- O Fábio estava desmarcado na lateral esquerda, fora de posicionamento.
- O Lidnei, franzino, pega a bola e domina livre.
- A marcação do time adversário deixa uma avenida Paulinho para ele flutuar livremente.
- O Lenoir fica parado, rindo em silêncio de suas histórias de pescador.
- O Goleiro Luis, que estava de improviso, observa atentamente a trama de Lidnei com a bola
- Ninguém dá bola para o Fábio - a natureza cuida.
- A zaga não dá combate.
- As laterais não dão combate.
- Fábio corre. Fábio correr é uma aversão à teoria do espaço-tempo de Einstein, que diz que os corpos de grande massa, em processo de explosão, seriam facilmente detectados pelos homens. Mas ninguem viu a sua subida.
- Poucos metros do gol, Lidnei percebe que um vulto de colete verde corre na direção contrária ao gol, com faro de gol jamais visto.
- A bonita jogada de Lidnei poderia render-lhe um gol histórico, uma placa. Mas vê o lutador Fábio, que nunca adquiriu o sabor de um gol saindo de sua perna direita. A cena é de cinema, no final do filme, ao invés do beijo da noiva, ou da morte do senhor do Mal, teve um momento que faz os homens refletir a condição humana. Lidnei passa a bola e justifica a alcunha do time pela solidariedade com os companheiros de time.
- Fábio, de gol aberto, o coração a mil, o cansaço a 2 mil, posiciona seu pé de apoio a poucos metros do gol e empurra a bola branca para o fundo da caixinha. A explosão do sentimento de alegria, pelo primeiro gol da carreira, faz Fábio comemorar o gol como se fosse uma criança que acabara de ganhar um playstation 2 no Natal. Ta-lá, no fundo da rede, pensava ele.
A felicidade foi tamanha que ele largou o jogo e foi preparar o churrasco.